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terça-feira, 17 de novembro de 2015

DELÍRIO - Por Olavo Bilac.


DELÍRIO 
POESIA ERÓTICA DE OLAVO BILAC

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia: 
Mais abaixo, meu bem, quero o seu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia, 
E os seus seios tão rígidos, mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
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Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
Mais abaixo, meu bem!? num frenesi. 
No seu ventre pousei a minha boca, 
Mais abaixo, meu bem!? disse ela, louca, 
Moralistas, perdoai! Obedeci...
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Nicéas Romeo Zanchett 

LEIA TUDO SOBRE O AMOR EM > AMOR E SEXO SEM PRECONCEITOS



domingo, 16 de novembro de 2014

ÚLTIMA PÁGINA - Olavo Bilac

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ÚLTIMA PÁGINA 
Primavera. Um sorriso aberto em tudo. Os ramos numa palpitação de flores.
Dourava o sol de outubro a areia dos caminhos 
(lembras-te, Rosa?) e ao sol de outubro nos amamos. 
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Verão. (Lembras-te, Dulce?) à beira-mar, sozinhos, 
tentou-nos o pecado: olhaste-me... e pecamos; 
e o outono desflorava os reseirais visinhos, 
ó Laura, a vez primeira em que nos abraçamos... 
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Veio o inverno. Porém, sentada em meus joelhos, 
nua, presos aos meus os teus lábios vermelhos, 
(lembras-te, Branca? ardia a tua carne em flor...
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Carne, que queres mais? Coração, que mais queres?
Passam as estações e passam as mulheres...
E eu tenho amado tanto! e não conheço o Amor!
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Nicéas Romeo Zanchett